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Mas afinal, o que é essa tal de autoestima?

Por Aline Gomes – Psicóloga

 

Muitas são as informações que circulam nas mídias sobre a autoestima e o amor-próprio, mas será que você conhece o real significado deles?

Para além da aparência física, a autoestima diz respeito à nossa capacidade de nutrir amor por nós mesmos, em todas as áreas. Similar ao sistema imunológico do nosso corpo, a autoestima funciona como uma espécie de sistema imunológico emocional, nos prevenindo de feridas emocionais acentuadas. Aquele que possui uma autoestima saudável está, em geral, satisfeito consigo, pois sabe da sua importância, confia e valoriza a si mesmo.

Diferente do que muitos pensam, autoestima não é algo inato, “que já vem de fábrica”. Ela é construída na nossa história de vida, através dos relacionamentos afetivos que nutrimos com os outros. Experiências na infância onde foi possível receber afeto, compreensão e respeito favorecem o desenvolvimento do amor-próprio. Do mesmo modo, o contrário acontece. Experiências negativas de abandono afetivo, pouco acolhimento, muita exigência e pouca expressão de sentimento afetam a capacidade da criança desenvolver o pensamento de que ela tem valor.

Apesar da sua base ter sido construída na infância, a autoestima pode ser aprimorada em qualquer fase da vida, independente das experiências negativas do passado. Portanto, se você percebe que a sua autoestima não anda lá essas coisas não se preocupe, é possível aprender maneiras de aumentar sua autoestima e se sentir melhor com sua vida afinal, não tem como você fugir de você mesma.
Antes de prosseguirmos, é importante lembrar que, infelizmente, há um peso cultural sobre a mulher no que tange ao cuidado com o outro em detrimento de si, sobretudo após a maternidade. Assim, é comum que elas se sintam egoístas ao se priorizarem. Mas praticar o amor-próprio e ser egoísta são coisas muito diferentes. Relacionar-se com alguém egoísta é indicativo de que existe ali uma pessoa com a autovalorização exacerbada, o que a leva à vaidade e insensibilidade ao próximo, gerando grandes prejuízos nos relacionamentos interpessoais.

Quando a pessoa tem a autoestima adequada ela sabe reconhecer as suas qualidades, sabe se respeitar e por isso mesmo saber respeitar também o outro.
Pessoas com baixa autoestima costumam experimentar mais sofrimento emocional se comparadas a pessoas com a autoestima saudável. Em geral a baixa autoestima te leva a:

Sentir culpa e vergonha por coisas simples;
Sentir-se sempre abandonada ou rejeitada;
Duvidar de si e criticar-se frequentemente;
Pensar muito na opinião dos outros sobre você;
Não realizar atividades ou tentar coisas novas por
insegurança.

Ao desenvolver o amor-próprio você experimentará maior segurança, agirá de modo a ser mais respeitada em seus relacionamentos e saberá dizer não a uma situação que não te agrade. Vamos juntas nesta jornada? Até o próximo texto.

Aline Gomes Psicóloga
CRP03/10764
Saúde Emocional da Mulher
@psicologaalinegomes

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