Colunistas

O desafio de ser mãe e trabalhar fora

Por Wiara Fernandes

Quando a minha filha nasceu eu confesso que eu pensei que seria mais fácil encontrar alguém que cuidasse dela e eu pudesse dar continuidade a minha vida trabalhando fora e cuidando dos meus afazeres. Porém, foi tudo completamente o oposto.

E numa decisão conjunta com meu esposo resolvi pedir demissão de onde eu trabalhava. Ele tinha dúvida se eu realmente me demitiria, a final de contas eu amava meu trabalho. Então, fomos os três juntos para eu entregar minha carta oficializando a minha saída.

Nesse momento eu pensei: foi a melhor decisão que eu poderia tomar, vou cuidar da minha filha, da minha casa e vai ser maravilhoso!
Bem… As coisas não saíram como eu esperava e na segunda semana, num ínterim de cinco dias, participei de seis entrevistas de trabalho. Eu queria minha vida de volta!
Levou mais tempo do que eu esperava para entender que a minha nova rotina não era mais trabalhar das 7 horas da manhã às 7 da noite e voltar para casa e descansar, mas sim, trabalhar em casa das 7 horas da manhã às 7 da manhã do dia seguinte e o descanso ficando a critério das necessidades da minha filha e da minha família.
 A decisão de trabalhar ou não após a maternidade é algo muito particular,  se a mãe tem alguém da sua confiança que possa cuidar do seu filho para que ela exerça sua jornada de trabalho, ótimo; Se ela tiver apoio do seu esposo e resolver ficar em casa, ótimo; E se antes do final da licença-maternidade ela já queira trabalhar e para isso tenha que deixar o filho numa creche ou com a babá, ótimo também!
É uma decisão par-ti-cu-lar!
A mãe sabe das suas necessidades e das necessidades de sua cria. Não existe modelo de maternidade a ser seguido, o manual vai sendo escrito conforme as experiências vão acontecendo, cada mulher executa conforme seu extinto, sua natureza. 
 Minha filha tem 1 ano e 8 meses eu continuo dona de casa e mãe em tempo integral. Não é fácil, mas eu entendo que eu ganhei muito por poder ficar com ela e acompanhar seu desenvolvimento nos primeiros meses até agora.
E quando chegar o momento em que eu terei de me ausentar e voltar a trabalhar fora, certamente se alguém sofrer serei eu, pois ela quer mais é conquistar a liberdade.
Ai me dou conta de que escolher deixar de trabalhar fora pra cuidar dela valeu a pena e que se eu tivesse continuado no trabalho externo também valeria pois as coisas acabariam se encaixando também.
O importante é que em nome do bem-estar dos nossos pequenos qualquer sacrifício é válido.
Por Wiara Fernandes
Mãe e colunista do Blog Mamãe Blogueira
@wiara1

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