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Devemos acreditar no instinto materno de maneira ampla e absoluta?

Acreditar em um instinto materno de maneira ampla e absoluta, num sentido mágico e milagroso, onde acredita-se que ao se tornar mãe, a mulher será capaz de saber de tudo e que dará conta de tudo sozinha é um ato de violência contra a mulher, pois quando fazemos isso, já estamos julgando e responsabilizando ela por tudo, e assim privando-a de pedir ajuda, de perguntar, de aprender e de ser assistida.

Cuidar de um bebê exige muito aprendizado, e está tudo bem mamãe você não saber de tudo, está tudo bem, você errar e pedir ajuda. Afinal existe uma enorme distância entre o que é ideal e o que é real. A busca pelo ideal nos deixa angustiadas e quando nos damos conta que esse ideal não precisa ser alcançado, pois foge do real, começamos a aceitar, o que realmente existe, o que realmente importa, e grande parte dessa angustia antes sentida passa a ser minimizada.

A maneira como você lida com a sua maternagem não está ligada apenas ao bem-estar do seu bebê, mas também com você… Se possui uma boa rede de apoio, com o seu nível de estresse e cansaço. Temos que considerar todos esses aspectos, pois ignora-los é minimizar o sofrimento de muitas mães.

Todos somos seres errantes e em constante aprendizado, e ao assumirmos uma responsabilidade, ela não precisa está ligada a se culpar, nós podemos errar, e olhar com amor para os nossos erros, acolhê-los, e nos perdoarmos e seguir em frente com novas experiências adquiridas e novas perspectivas sobre o nosso comportamento.

Alguns dias serão puxados, e você não deve se sentir culpada, por se sentir cansada ou irritada. Nem que você fique acordada 24 horas por dia, você conseguira dar conta de tudo. A casa vai e pode ficar um pouco bagunçada, o inadiável vai acabar ficando para depois, algum trabalho vai ficar sem fazer, alguém vai ficar descontente, isso não acontece só com você, muitas outra mamães estão passando por isso também.
Por isso é muito importante a troca de experiencia com outras mamães. Isso acaba por uma apoiando a outra, e assim começando uma rede de apoio entre elas.
Nessas trocas poderão ver que a maternidade não é fácil para ninguém, e que todas tem dificuldades, e com o apoio uma das outras poderão se fortalecer para enfrentar os desafios e seguir em frente.

Então respira, reconhece os teus limites, acolhe e acalma esse coração. Lembre-se sempre que, o cansaço é antagonista da paciência, e quando você perceber que está muito impaciente e que a mesma é constante, observe como está o seu nível de cansaço e reconheça, peça ajuda, delegue tarefas. Afinal, você pode estar extremamente feliz pelo seu bebê e pela saúde dele, mas estar ao mesmo tempo completamente angustiada com a rotina de cuidados, o que pode gerar a impaciência.

Para que uma mãe possa estar disponível afetivamente para o seu bebe é necessário que ela também seja cuidada, que outras pessoas estejam atentas as suas necessidades.

Afinal a chegada de um bebê demarca um período de intensas transformações na vida de uma mulher, mas a forma como elas serão enfrentadas dependem muito do suporte que essa mulher recebe. Por isso não julguem, apoem outras mães.

#julguemenosapoemais

 

Por a colunista Liane Gonçalves Correia
Psicóloga
@lianeleah

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